Rio deixa de investir 1,2 bilhão em saúde

Mais uma vez presenciamos declarações e projetos de políticos brasileiros priorizando áreas fúteis e desprezando as fundamentais do nosso país. Em uma declaração nesta terça-feira, o governo do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, anunciou o corte orçamentário bilionário para saúde da população carioca.

Luiz Fernando Pezão

Além de anunciar o corte, o governador afirmou o óbvio falando da grave crise financeira que o país atravessa. E apesar das dificuldades apontadas por ele, o próprio acredita na superação econômica da cidade, como todo político otimista.

“Faremos a travessia deste ano sangrando. Mas passaremos, como passamos 2015. O dinheiro não cai como a gente precisa, mas vou honrar com todos os compromissos”, afirmou.

Lembrando que, no momento, o corte nos investimentos na saúde afeta diretamente o combate da dengue, doença que mais atinge à população no período do verão. Podendo-se cortar gastos em qualquer outra área, inacreditavelmente, a saúde é a escolhida para “solucionar os problemas financeiros da cidade”. O que pode ocorrer com esse corte, é uma nova epidemia pelo estado, visto que, o número de casos já supera em quase o dobro do ano passado no mesmo período.

Enfrentar uma grave crise financeira como a instaurada no Brasil, não é uma tarefa tão simples. Mas, a saúde, certamente, não é a área mais adequada para se cortar gastos. Até porque, além das epidemias, mais frequente se tornam os casos de negligência médica por conta da falta de investimentos, acarretando, assim, mais mortes evitáveis. É inaceitável numa cidade como o Rio de Janeiro, referência no país de economia, que se diminua gastos numa área já tão carente de investimento, é o mesmo que tirar algo que já está em falta.

Pode parecer repetitivo, mas enquanto os políticos brasileiros não traçarem metas e definirem prioridades para nosso país, continuaremos criticando e cobrando novas atitudes, mas continuaremos recebendo esse tratamento por parte dos serviços públicos. Pode não ser apercebido essa negligência por parte da alta classe média, que frequenta hospitais de luxo e que ostentam uma organização exemplar, mas para a população a realidade é assustadoramente diferente. É extremamente necessário uma reforma geral nos cargos brasileiros, nos projetos insensatos dos que ocupam o mesmo.

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