A redação que fez refletir…

Nesse fim de semana, milhões de estudantes se aventuraram à prova do Enem pelo Brasil inteiro. A prova em si foi alvo de muitas queixas e objeções, visto que, seu conteúdo além de extenso foi classificado como acima do nível de dificuldade esperado. Os alunos justificaram que além de confusas, as questões exigia uma interpretação muito própria, assim, a resposta muitas vezes dependia da opinião de cada um.

Mas além de todas as “polêmicas” do dia anterior sobre a dificuldade das questões, no dia seguinte a redação tratou do tema “violência contra a mulher”. Um tema amplo, mas polêmico. Muitos acharam o tema bem escolhido, pela amplitude de argumentos e pela facilidade de dissertar comparado com o ano passado. O fato é que muitos, machistas ou não, tiveram que se adequar ao pensamento universal sobre o tema.

Com um tema como desse ano, a quantidade de reprovações pela redação com certeza será bem grande. Pois, muitos encaram a violência feminina com bastante preconceito, justificando por exemplo o modo de se vestir ou de se comportar das mulheres. O tema “violência” não deveria ser motivo para dúvidas ou discussões, o fato é que qualquer violência, por mais justificada que tente ser, continuará sendo injustificável.

Além disso, vemos em noticiários que essas violências não precisam ser motivadas por roupas ou comportamentos. Muitos a fazem por vontade própria, e isso é injustificável com a mulher vestida “corretamente” ou não. O fato dela estar mais sensual não dá o direito de ninguém a violentar, isso é falta de respeito e crime independente da situação.

O que vemos é uma profunda falta de educação em nossa população, a mesma que não pensa em suas esposas, namoradas, mães ou filhas recebendo o mesmo tratamento que se dá. Em modo geral, se pensássemos antes de agir, analisássemos se aquela pessoa se agradaria da minha atitude, teríamos uma população vivendo muito mais harmonicamente. Isso vale para qualquer tipo de violência, desde às mulheres até a um assalto.

O tema não exige divergência, o fato é que, independente do traje ou comportamento, tanto mulheres como homens, merecem respeito, visto que, são cidadãos como qualquer um outro.

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