R$ 2,9 bilhões de reais da corrupção na Petrobras são bloqueados na Suíça

Nos mais diversos meios de comunicação, as palavras mais utilizadas desde 2014 são PT, impeachment, Operação Lava Jato e Petrobras. Em relação ao maior processo de corrupção da história do Brasil, na multinacional brasileira, muitos envolvidos com o esquema ilícito foram presos. indiciados e até o ex-presidente Lula é colocado como possível beneficiado do esquema ilegal. No entanto, sempre nos resta uma pergunta ímpar, que, por vezes, fica sem resposta: o dinheiro que é adquirido de forma ilícita volta aos cofres públicos? Se você tem essa dúvida, saiba que aquilo que foi tirado de seu lugar está, aos poucos, voltando a sua origem.

suiçaA Suíça é muito conhecida pelo seu bom chocolate, mas também é conhecida por um codinome muito visualizado nos jornais e meios de comunicação brasileiros: paraíso fiscal. Nesse local, as leis facilitam a aplicação de capitais estrangeiros e, por isso, muitos indivíduos que realizam a prática da lavagem de dinheiro e não podem deixar o dinheiro sujo em seu próprio país utilizam o esquema de países como a Suíça e as Bahamas para colocarem seus “trocados”. Nesse contexto, a presença das contas na Suíça é sempre algo relativo a problemas com a corrupção e dinheiro tirado de onde não deveria ser, como é revelado desde 2014 pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
petrobrasApós as investigações (que ainda estão ocorrendo), autoridades do judiciário suíço divulgaram nesta quinta feira, 17, que US$ 800 milhões, ou aproximadamente R$ 2,9 bilhões, foram bloqueados, já que existia uma correlação entre esse dinheiro e a corrupção na multinacional brasileira. Tal valor é o dobro do último balançado divulgado pelas autoridades suíças. Desse valor, a Suíça desbloqueará cerca de R$ 70 milhões para voltar ao Brasil, o que tornará a soma de dinheiro que retornou ao Brasil algo aproximado em R$ 190 milhões, em uma perspectiva do presente, já que muitas outras contas poderão ser encontradas e o dinheiro poderá, então, retornar às terras tupiniquins.

janotA parceria realizada entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e Michael Lauber, que apresenta função equivalente a de Janot na suíça, parece ser algo muito interessante para uma compensação do que foi feito ao Brasil. No intuito de promover a volta desse dinheiro e demonstrar as irregularidades presentes em uma conturbada política nacional, a união de forças entre os dois países mostra-se como um elemento propulsor à volta da integridade brasileira, abalada de modo crítico pela corrupção na estatal. O processo de devolução da quantia pode ser demorado, mas indica que algo está sendo feito e que tudo não ficará “na mesma”.

lavagemMesmo com a falta de provas em alguns casos, as investigações e a parceria do governo suíço e brasileiro revelam que o dinheiro sujo, mesmo colocado em paraísos fiscais, pode e deve voltar aos cofres públicos. Mesmo na conta de políticos, empreiteiros ou qualquer outro indivíduo, o ato da corrupção não deve ficar impune e, aquilo que foi tirado de maneira indevida deve ser recolocado em valor total (e com correção monetária) para qualquer cidadão. Todos são iguais perante à lei e ser político não deve alterar isso. E isso parece ainda ser só o início, visto que ainda muitos reais podem voltar ao Brasil das terras do “chocolate de ouro”.

 

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