Precisamos falar sobre a crise hídrica

CI_-_Comissão_de_Serviços_de_Infraestrutura_(19526350595)Algumas medidas foram tomadas para o controle da crise hídrica ocorrida recentemente. O fator preocupante, nesse caso, é que foram emergenciais. E não vemos nisso um alerta que comoveu nossos líderes a tomarem medidas definitivas.

Um caso de medida em curto prazo na cidade de São Paulo foi a de, havendo redução de 20% do consumo dos paulistanos, oferecer um desconto de 30% na conta seguinte, o que seria um bom incentivo para o racionamento imediato. A mesma, porém, já viria com um prazo de validade;  tem o término agendado para o final deste ano.  Foi coerente para a situação? Pode ter sido. Mas e quanto a contornar uma possível nova crise nesse segmento?
Quanto a crise hídrica em São Paulo, vemos a partir de diversas fontes, como seu próprio governo, a acusação de que é puramente o clima o responsável por essas atribulações. Além de ser colocado como uma situação corriqueira, já que foi apenas um dos anos em que poderia haver um baixo nível de precipitação.
Uma análise que podemos fazer em relação a nossos governantes é o tipo de atitudes que os mesmos tem em situações complexas. Mais ainda quando eles parecem, na sabedoria popular: “tapar o Sol com a peneira”; quando não criam um festival de atribuições de culpa partidárias ao invés de tentar uma solução, mesmo que paliativa.
Nos EUA, os métodos avançados de agricultura permitem que a taxa de consumo de água  por esse setor no país corresponda a 30%; no Brasil, se trata de mais de 60%.Precisamos implementar novas tecnologias em todos os setores brasileiros, mas principalmente nesses em que notamos essas gritantes crises! Podem-se oferecer prêmios por projetos, incentivá-lo em universidades, despertar o interesse do meio científico nesse tópico; já que até o momento, o comum é a sensação da pesquisa em vão, que não é posta em prática. Nossos líderes não se preocupam tanto com o marketing? Tirem muitas fotos, façam muitos vídeos com obras importantes em plano de fundo então. Só não nos deixem cada vez mais falidos por vocês levarem cargos políticos como papel teatral ao invés de responsabilidade social.

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