Por que alguns bairros recebem tais investimentos, e outros não?!

Uma pergunta que deve se passar na cabeça dos moradores dos grandes centros do nosso país é: por que tanta desigualdade? Realmente é uma pergunta necessária e que aparentemente não se tem uma resposta definida ou pelo menos convincente para a população.olympics-brazil-subway_ricardo_moraes_reuters-2

É notório os investimentos nas zonas mais “evoluídas” das cidades brasileiras. Um exemplo disso, é a cidade do Rio de Janeiro. Os investimentos em educação, segurança, mobilidade urbana e outras infinitas áreas são bem mais acentuados nas zonas Sul e parte da Oeste, região essas que detém bairros de grande desenvolvimento social como Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, entre outros.

Vou citar o exemplo do metrô carioca, o serviço até então ligava apenas parte da zona norte a sul da cidade, passando pela zona central. Mas, as obras da Linha 4 estão a todo vapor, assim ligará a Barra da Tijuca à Zona Sul. Essa obra à propósito, financiada pelo BNDES, já teve repasse anterior de R$ 450 milhões, mas essa semana, o governador Pezão solicitou mais R$ 1 bilhão ao banco para o andamento das obras.

O projeto de ligar os bairros é acertado, jamais discordaria disso. Porém, a parte mais desfavorecida da zona oeste, por exemplo, não possui nenhum projeto eficiente de mobilidade urbana, e metrô, sinceramente, passa longe dos planos do governo, que em crise corre contra o tempo para finalizar o que já foi iniciado.

É preciso questionar-se decisões, pois bairros que já possuem um alto desenvolvimento socioeconômico precisam mais de mobilidade urbana que  bairros mais afastados dos grandes centros? Certamente que não. Porém, nesses bairros os investimentos serão mais “visíveis e úteis”, na visão do nosso governo, visto que, o bairro sediará grande parte dos eventos esportivos das Olimpíadas. Nisso já distinguimos que necessidade urgente não há, fato.

Infelizmente, essa desigualdade social não acontece de hoje, nem só no Rio de Janeiro. Desde as Revoluções no passado, já se era pensado onde se investir mais e menos, por uma série de fatores pré-determinados. Mas, hoje podemos pensar e tomar atitudes mais inteligentes e coerentes com a população. Não só pensando em um evento esportivo que passará.

Certamente, muitos moradores de localidades mais afastadas e desfavorecidas, enfrentam inúmeras dificuldades para chegar ao trabalho, por exemplo. E obras de mobilidade nessas localidades, além de mais úteis, melhorariam não só a vida dessas pessoas, mas muitos outros fatores importantes. O problema é pensar apenas em algo passageiro, em um evento.

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