PMDB se afasta cada vez mais do governo Dilma

A carta direcionada à presidente Dilma pelo vice-presidente Michel Temer há algum tempo esfriou a já meio combalida relação entre o PT e o PMDB. As diversas notícias de processos de corrupção envolvendo integrantes do Partido dos Trabalhadores fez com que o PMDB se distanciasse aos poucos do governo, em uma relação já de décadas de apoio. Neste último sábado, dia 12, esse distanciamento ganhou ainda mais força, o que mostra que o PMDB se afasta cada vez mais do governo Dilma.

Relação entre PMDB e PT já não era das melhores há algum tempo

Relação entre PMDB e PT já não era das melhores há algum tempo

Essa quebra do laço que envolve PT e PMDB desde o governo Lula começou a estreitar-se após os primeiros indícios de crise política no governo de Dilma. Depois das inúmeras críticas e até o levantamento de um impeachment da presidente, as relações entre o PT e sua base aliada pareciam estar perto do fim, tanto é que o vice-presidente Michel Temer escreveu uma carta para a presidente com um teor até de despedida. No entanto, tudo aquilo foi considerado como um rumor, algo sem muita importância, até ser esquecido pelos jornais.

PMDB distancia-se, cada vez mais, do governo Dilma

PMDB distancia-se, cada vez mais, do governo Dilma

Todavia, com a investigação da Operação Lava Jato muito mais próxima do alto escalão do governo, tornando a campanha da ex-presidente alvo da dúvida de supostos apoios financeiros ilícitos e, assim, uma rejeição ainda maior da presidência do PT, o PMDB mostra que poderá guiar-se através de um caminho diferente daquele até agora trilhado. Em decisão de hoje, dia 12 de março, o PMDB instituiu que nenhum de seus integrantes poderá assumir qualquer ministério até definir se romperá ou não com o governo Dilma, o que deve ocorrer em até um mês.

O vice-presidente Michel Temer assumiria uma função mais pontual

O vice-presidente Michel Temer assumiria uma função mais pontual

Dessa forma, o partido aliado do governo já indica que grande parte dos seus integrantes demonstra o interesse em desfiliar-se do combalido PT. A ordem, de acordo com o que foi firmado neste sábado, é que aqueles que apoiarem o PMDB não devem sequer aproximar-se do governo. MIchel Temer permaneceria no cargo como mera formalidade, para substituir a presidente Dilma, mas deixaria de apoiá-la, praticamente, em todas as suas atribuições, denotando a fragilidade da estrutura do poder executivo brasileiro e a gravidade de uma crise sem fim.

PMDB poderá se tornar mais um a tentar a chegar ao poder em 2018

PMDB poderá se tornar mais um a tentar a chegar ao poder em 2018

Com a saída de seu principal braço direito do governo, o PT mostra-se isolado, levando tiros de todas as direções, seja dos partidos opositores, da imprensa, de uma boa parcela da população e, mais do que isso, na falta de uma luz no fim do túnel para tentar contornar a difícil situação do governo de Dilma. Ganhar um opositor a mais é mais um passo para a queda de um partido marcado por uma concepção inicial que perdeu-se ao longo do tempo de forma contínua e quase irreversivelmente. Os próximos capítulos da tensa novela política brasileira demonstrarão como se dará o andar da política nacional, se com mais um partido como oposição ou com mais um que tenta contornar a crise que assola o país.

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