Olimpíadas no Rio: Da crise para os gastos extras

Há poucas semanas do início das olimpíadas no Rio de Janeiro assistimos todos os dias nos principais noticiários medidas governamentais para melhoria das condições do evento para atletas (principalmente os de outros países) e para os torcedores. São simulações de bomba, recrutamento de militares, construção de estádios e centros de treinamento, capacitação de funcionários em aeroportos, de fato está ocorrendo uma grande mobilização.

Não há nada de errado nessa preparação que o governo está realizando, todavia o que confunde a população são os gastos ocorridos. Sim, todas essas atitudes governamentais exigem muito dinheiro para ocorrer – dinheiro esse que vem sendo gasto desde antes da copa. Enquanto isso, observamos alto no preço de produtos da alimentação juntamente com a rejeição de propostas de aumentos salariais para várias categorias de funcionários públicos, especialmente os que não conseguem um aumento há anos.

Diante dessa situação, é difícil entender como um país que saiu nas mídias protagonizando uma crise está agora esbanjando dinheiro nas olimpíadas. É difícil de entender como um país em que os atletas fazem campanhas, vão à mídia e, muitas vezes, deixam de participar de algum evento por falta de patrocínio gastam dinheiro com monumentos em praias do Rio de Janeiro. De fato, é uma situação difícil de se entender.

bonecosOutro fato importante é o que acontecerá com todas as construções realizadas. A capacitação nos aeroportos, os treinamentos que o exército realizou com a população, tudo isso, no fundo, servirá para melhorar a sensação de segurança dos brasileiros, contudo as obras não necessariamente. São construções monumentais, que na maior parte não serão utilizadas pelo população. Com o fim das olimpíadas, elas serão reservadas a atletas de elite, os quais quase sempre escolhem treinar fora do país. Ainda há muito o que se pensar.

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