Número de casos de zika preocupa, mas investimentos também

Virou rotina ler matérias jornalísticas hoje, observar os problemas que a mesma especifica e no fim concluir que o problema permanecerá por falta de investimento. É também o caso da saúde, mais especificamente do Zika vírus. Número de casos da doença chamam atenção, porém, o Estado em crise não faz um combate efetivo.2012-497930628-2012022872985.jpg_20120228

Para se ter uma noção da recorrência e gravidade dos casos, O secretário Municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, afirmou que a cidade já contabiliza mais de sete mil casos de zika apenas em 2016. Ele também afirmou que o vírus foi o que mais se popularizou nesse verão, preocupando bastante os responsáveis pela saúde municipal. Fato é que, preocupar-se todos nós nos preocupamos, mas é nítido que não temos investimentos necessários para combater uma epidemia como essa. Não vemos ações nas casas, nas ruas, fiscalizações, ou seja, nenhuma ação efetiva que possibilitasse uma melhora.

Encher os comerciais televisivos de conscientização é uma ação de marketing apenas. Embora seja importante, existem ações efetivas, nas ruas, que teriam mais utilidade e diminuiria consideravelmente esse surto. Segundo o secretário, também foi notificado 136 casos de chikungunya, porém, a zika é a doença que mais assusta no momento e que terá maior foco do Ministério da Saúde.

Trazendo para nossa realidade, mesmo com alguns novos hospitais, com alas novas e reformadas, infelizmente estamos longe de ter um atendimento de qualidade. Não adianta ter estrutura e não ter profissionais para fazerem o atendimento. O que mais temos visto, são mortes causadas pela irresponsabilidade de profissionais que negam atendimento a pacientes que muitas vezes tem seus quadros clínicos complicados, muitas vezes chegando ao óbito.

Ainda não temos uma capacidade correta de distinguir a dengue, a zika e a chikungunya. De acordo com os profissionais da área, são doenças bem próximas, dificultando assim seu diagnóstico. Porém, com toda essa epidemia, isso já era para ser providenciado. O diagnóstico é o princípio de tudo para se fazer o tratamento adequado.

Todos esses problemas estão bem visíveis nos hospitais, a negligência médica, a falta dos mesmos e a escassez de investimentos do governo. Falando em investimento, os cortes dos mesmos continuam sendo feitos nas áreas erradas. Saúde, educação, segurança são prioridades e estão cada vez mais deixadas de lado. Além das greves e falta de investimento nas escolas, a população com medo frequente de se andar nas ruas pela insegurança, corremos outro risco: o de ficar até dentro de casa e contrair um desses vírus. Que essa situação mude, e que os investimentos prioritários sejam tratados como tal.

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