Investimento em segurança no Rio cai 35%

Mesmo após uma pesquisa apontar um índice de cada 5 em 5 minutos uma pessoa é assaltada no Rio de Janeiro, o secretário de segurança José Mariano Beltrame afirmou em uma audiência que com a grave crise financeira enfrentada pelo país e pelo Estado do Rio, o orçamento destinado a Secretaria de Segurança da cidade reduziu a “praticamente zero”.beltrame

O orçamento projetado para investimento era de R$ 10,2 bilhões inicialmente previstos para este ano. Porém, no início de fevereiro, foi estabelecido uma redução de cerca de R$ 2 bilhões do valor, ou 32%. Ainda segundo o secretário, com os cortes previstos, os pagamentos da pasta ficam restritos quase que exclusivamente à folha salarial e ao custeio da máquina burocrática.

É inaceitável observar os dados de violência aumentando na cidade, e cortes sendo feitos em áreas extremamente essenciais para a população. Nisso podemos observar a falta de responsabilidade e o desleixo de nossos governantes, que viram suas atenções à troca de cadeiras no Congresso e na hora de cortar investimentos pune a população por algo que não causou. Incrível como os salários dos integrantes das câmaras, ministérios e outras repartições públicas seguem inalterados, mas as “facadas” são dadas apenas no povo brasileiro, que já convive com toda essa crise.

A cidade carioca, despreparada e falida, não tem condições alguma de realizar, por exemplo, um evento como às Olimpíadas. Se nem a segurança diária, já tão escassa na cidade, não está conseguindo ser imposta com facilidade. Que dirá realizar um evento mundial que exigirá, certamente, uma mobilização e concentração muito maior de policiais nas ruas. Infelizmente essa segurança “reforçada” é apenas importante no período olímpico, pois normalmente a falta dela traz muitas mortes e tragédias pelas ruas da cidade.

É fato que, o aumento no número de assaltos traz consequências físicas, mas emocionais também. O medo de andar nas ruas é um fator recorrente na mente dos cariocas, principalmente no Centro da cidade. É obrigação do Estado proporcionar esse mínimo bem-estar a população, de poder andar nas ruas com o mínimo de segurança e confiança.

 

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