Índices de violência aumentam no Rio

Cada vez que um levantamento é publicado sobre a violência no Estado do Rio de Janeiro, o susto e a indignação é inevitável. Dessa vez a pesquisa apurada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostra que por dia o estado tenha uma média de 1 morte de mulheres e de 9 jovens entre 15 e 29 anos.campagne-c3a9lectorale-favela

Outros números não tão negativos assim também foram divulgados, como por exemplo, a taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes no Rio caiu 33,3% de 2004 a 2014. Porém, as mortes de jovens de 15 a 29 anos e de mulheres, além da prevalência de homicídios de negros em relação ao de brancos, cresceram. O homicídio de mulheres no Rio apresentou queda de 11,7% entre 2004 e 2014, mas no último ano da pesquisa houve novamente uma elevação preocupante.

Com todas essas pesquisas, chegamos a conclusão unânime que, nosso Estado necessita de uma reformulação na segurança e de mais investimentos na mesma. Ano após ano, alternamos de índices positivos e negativos, e mesmo nos anos mais favoráveis o índice permanece alto e preocupante, sem nenhuma perspectiva de melhora por parte das autoridades, que sugerem, mostram seu pensamento otimista, mas sem nenhuma ação efetiva de alteração dessa triste realidade.

Presenciamos uma realidade totalmente oposta, a falta de segurança cada vez mais presente nas ruas, até mesmo nas casas. E o Estado opta por reduzir, ainda mais, os investimentos em segurança. Entendemos que, os dados absolutamente negativos de crimes e violência, não são suficientes para requerer mais investimentos por parte de nossas autoridades, que deixam subentendido assim, que a segurança, no momento, não necessita de novos investimentos e estratégias, que nossas ruas estão completamente seguras. Talvez, para quem passa o seu dia dentro dos palácios, e quando precisa sair tem inúmeras escoltas, realmente não há nenhum perigo. Mas para quem é obrigado a andar nas ruas com o receio de ser assaltado a qualquer momento, é uma insegurança assustadora. Se nada foi feito, é porque ainda não perceberam que precisa-se fazer, ou percebeu e não tem o mínimo interesse nisso.

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