Grupos pró e contra governo vão para as vias de fato

A intensa disparidade de ideias entre os grupos pró e contra o governo executivo, juntamente com a questão do depoimento do ex-presidente Lula que aconteceria nesta quarta, 17, foram a faísca que faltava para o confronto direto entre aqueles favoráveis e os que são contra o governo do PT. Mas não um conflito civilizado, com uma boa argumentação, discussão de ideias ou aquela conhecida disputa presente nas redes sociais: dessa vez o confronto foi físico, expondo o quanto os favoráveis e contra o governo são “racionais” e como querem conseguir “melhoras” para o Brasil.

manifestantes lulaO palco para esse “teatro” foi a frente do fórum onde o ex-presidente Lula e sua esposa, Marisa, prestariam depoimento sobre o famoso triplex das últimas semanas, no qual o ex-presidente teria comprado e isso estaria relacionado a esquemas de corrupção, para resumir uma longa história. No entanto, uma liminar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) suspendeu os depoimentos que ocorreriam no Fórum Criminal da Barra Funda. Mesmo sabendo do cancelamento dos depoimentos, os grupos foram para a frente do fórum “mostrar” seus anseios políticos e “defender” os interesses da nação.

feridoE como o combate é sempre pautado nos interesses partidários e nunca no Brasil, houve conflito. Não o normal, da espécie de mostrar cartazes a favor dos seus pontos de vista ou expressar “gritos de apoio”; dessa vez houve conflito real, luta mesmo. A polícia militar, a qual somente observava a “pacífica” abordagem das manifestações, teve que intervir e evitar que prós e contras governo e PT literalmente se matassem. Tanto é que diversas pessoas ficaram feridas e uma pessoa levou uma pedrada na cabeça. Tudo isso em uma sociedade racional e que deveria querer o melhor do país em vias mais “civilizadas”.

manifestaçõesA guerra proclamada entre defensores e opositores ao PT já é mais do que realidade do panorama brasileiro. Nas redes sociais, tudo é inflamado: parece que cada notícia inflama ainda mais o ódio por determinado partido ou por determinado político. É uma verdadeira apropriação cultural do poder de escolha, uma manobra da massa muito bem executada por aqueles que estão por trás de páginas de redes sociais e muitos outros meios de comunicação para alavancar uma verdadeira guerra civil entre o povo brasileiro. A polarização política entre os habitantes brasileiros reflete justamente o que os indivíduos que ganham algo com essa guerra querem: esquecer do Brasil e tratar somente de candidatos, tornando-os os responsáveis pelo fracasso ou a “salvação” do país.

confrontoEnquanto o país estiver com habitantes que sejam manobrados dessa forma, de tal modo que evite-se a pensar no país de uma maneira geral, mas sim em um ponto de vista unilateral, sem pensar em vários subfatores responsáveis pela questão política, o Brasil continuará nesse sistema de guerra entre defensores de um político e outro. Defender o país seria muito mais benéfico para todos, seja de uma vertente ou de outra. Todos têm seus motivos para apoiar ou odiar um candidato, mas chegar ao ponto de ir para as vias de fato porque apoia ou não ele é algo irracional, fora dos planos de uma democracia ou de algo parecido com a civilização. Pelo visto, será preciso ainda muito tempo para a forma de se pensar sobre o país ter uma mudança positiva.

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