Greve sem fim na educação do Rio

Em assembleia realizada nesta terça-feira (21), os professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram, por unanimidade, dar continuidade à greve. Sem tempo determinado para normalizar a situação, os professores do estado exigem melhorias na educação e investimentos nas escolas, que segundo eles, 70% estão em condições precárias.

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A paralisação que já se estende desde o dia 2 de março, vem prejudicando claramente o ano letivo de milhares de alunos, que alternam dias com e sem aula dependendo da postura de cada professor, em aderir ou não o protesto. É certo que, muitos alunos também aprovam e apoiam o manifesto dos educadores, visto que, as exigências dos mesmos são recintos escolares melhores.

Não só professores, mas também alunos se mobilizaram em prol da causa. No Colégio Estadual Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, mesmo sem aulas há 20 dias, cerca de 200 alunos se reuniram no teatro da escola para apoiar os profissionais da educação e também para solicitar as melhorias necessárias, dentre elas salas de qualidade, refrigeração nas mesmas e merenda diária. A Associação de Estudantes Secundaristas do Estado do Rio (Aerj), que comanda a ocupação dos alunos, os quais alegam não faltar dinheiro para educação, mas sim prioridade do governo.

Parece obrigação esses serviços funcionarem corretamente nas escolas, porém a minoria atende às exigências dos que protestam. Geralmente, as salas não possuem reformas há décadas, sem refrigeração, com mesas e quadros precários, com infiltrações e projetos inacabados. Entrando nesse assunto, sempre surgem opiniões do tipo: “quem quer estudar, estuda”, “quem faz a escola é a pessoa”. Entretanto, é muito mais cômodo se estudar em um local com uma boa educação, com salas estruturas e refrigeradas. Outro fato é, que anualmente vemos gastos exacerbados com questões supérfluas, e muitas vezes querem cortar investimentos em áreas essenciais, como a educação. Por isso, todo protesto é válido, é necessário sair do comodismo, do automático. Se é possível oferecer uma educação de qualidade, para formar cidadãos mais habilitados no mercado de trabalho, que assim seja feito, sem cortes e restrições.

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