Governo afirma que irá investir R$ 649 milhões na luta contra Aedes aegypti

Mesmo com os noticiários colocando de forma muito mais presente a crise política no Brasil, a crise da saúde brasileira ainda continua de forma muito presente, com o mosquito Aedes aegypti como principal agente dos novos problemas de saúde enfrentados no país, como o zika vírus e a chikungunya. Nesse contexto, as ações da população contra a proliferação do mosquito ainda são pequenas, fazendo com que o governo seja presente no auxílio ao combate do vetor das “novas doenças”. Dessa forma, o governo, em anúncio do dia 23, afirma que irá investir R$ 649 milhões na luta contra o Aedes aegypti.

O mosquito da dengue, como também é conhecido o Aedes aegypti, é um conhecido "inimigo" do Brasil

O mosquito da dengue, como também é conhecido o Aedes aegypti, é um conhecido “inimigo” do Brasil

O mosquito não é algo desconhecido no Brasil. Sua alta proliferação nos anos 2000 colocou sobre os holofotes nacionais a dengue, doença que poderia levar até à morte. O principal meio de evitar a doença é justamente a eliminação dos criadouros do mosquito, tarefa a qual é negligenciada por boa parte da população brasileira, tornando uma doença muito comum. A partir de 2014, o mosquito da dengue, como era conhecido o Aedes aegypti, passou a ser também envolvido com mais duas doenças: chikungunya e o zika vírus, esse último associado ao grave problema da microcefalia, fato o qual tornou o mosquito alvo de combate por todo o país.

Governo federal realiza, além de campanhas, um planejamento na luta contra o Aedes

Governo federal realiza, além de campanhas, um planejamento na luta contra o Aedes

Nesse sentido, o governo apresenta papel fundamental para a solução do problema com o apoio financeiro e também nas campanhas educativas. Assim, o governo federal apresentou, nesta última quarta, 23, o Plano de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia. Nele, há a proposta de investimento de R$ 649 milhões no combate ao mosquito, sendo que R$ 325 milhões serão já utilizados neste ano. O investimento em tecnologia será de aproximadamente R$ 260 milhões nos próximos quatro anos, somando-se também aos investimentos em vacinas, com valor de R$ 130 milhões para o desenvolvimento de mais estudos, além de vacinas. A FIOCRUZ, um dos maiores centros de pesquisa brasileiros receberá aproximadamente R$ 11,6 milhões desse valor.

O investimento em pesquisas para a produção de uma vacina contra a dengue ou um método natural de extinção do mosquito também está sendo realizado

O investimento em pesquisas para a produção de uma vacina contra a dengue ou um método natural de extinção do mosquito também está sendo realizado

O Instituto Butantan, em São Paulo, também receberá investimentos importantes na luta contra o mosquito. Segundo o Ministério da Saúde, o instituto paulista receberá algo em torno de R$ 200 milhões para o desenvolvimento da vacina contra a dengue, a qual já está na fase 3. Há também o apoio nas pesquisas acerca da bactéria Wolbachia, a qual poderia ser mais uma alternativa no combate ao Aedes aegypti. Nesses caso, a importância de uma multiplicidade de tentativas para encontrar uma solução para o mosquito que vem aterrorizando o país torna-se válida e eficaz pelo governo, que representa a população.

O combate à dengue deve ser realizado não somente pelos agentes de saúde, mas por todos

O combate à dengue deve ser realizado não somente pelos agentes de saúde, mas por todos

O combate deve ser tratado como uma verdadeira guerra contra o mosquito e todos devem estar prevenidos contra a doença que mais se fala nos meios de comunicação, mesmo com um certo “esquecimento” após a crise política. Portanto, o investimento do governo é essencial, mas combater a proliferação do mosquito com atitudes de prevenção é muito importante para evitar novos casos de doenças que trazem danos até fatais para os indivíduos. Um bom exemplo do governo, o qual é esperado que seja cumprido, pode, em união com as ações da população, ser muito eficiente e, em longo prazo, banir o Aedes aegypti das terras tupiniquins.

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