Feg Sustentável: uma proposta inovadora de autonomia energética (e que você pode ajudar!)

Feg Sustentável: uma proposta inovadora de autonomia energética (e que você pode ajudar!)

A proposta parte de uma equipe de estudantes da FEG, Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, localizada no interior de São Paulo. Ela promete um novo grande passo em direção à sustentabilidade para o campus. Além de tantas mais vantagens, com ênfase na ampla economia a ser viabilizada com a implementação do projeto FEG sustentável.
Ele consiste na implementação de um sistema de geração de energia com base em captação solar, a partir da instalação de paineis fotovoltaicos. Tal instalação tem potencial para autonomia energética que supriria grande parte da demanda da área externa do campus.

Conversando com a equipe, pudemos conhecer um pouco mais sobre o projeto em geral, os objetivos, e dificuldades enfrentadas. Confira!

O início

Ponto Iluminado, localizado em frente ao campus da FEG/UNESP.

Segundo o estudante Thiago Moraes, um dos fundadores do projeto, o grande impulsionador para a elaboração do Ponto Iluminado partiu de uma análise da taxa de criminalidade nos arredores do campus da FEG. E então, durante aulas de laboratório de Eletrônica II, com o professor Rubens Alves Dias (que viria a ser o orientador do projeto), surgiu a ideia de um controle da luminosidade a fim de dificultar ações criminosas na região. O mesmo foi conciliado ainda com a geração de uma forma sustentável.

Houve um grande peso de como desenvolver a tecnologia em prol de colaborar com a sociedade. Partindo da motivação dos alunos de retornar à sociedade o investimento na equipe, já que seria constituída basicamente por estudantes de uma Universidade pública.

O projeto se desenvolveu enfim com base em três grandes objetivos: dificultar ações criminosas na região, conscientizar sobre o uso racional da energia e também divulgar essa área de estudos que vem sendo desenvolvida na FEG a fim de promover uma aproximação da população com a tecnologia desenvolvida na Universidade.

De acordo com Lucas Santos, gerente do projeto, a ideia era uma iluminação com alcance ainda maior do que o do ponto em si. Porém, precisou se estabilizar em menor dimensão devido a dependência de patrocínios para a ampliação. Em princípio, a ideia era a de uma iluminação para toda a avenida (à frente da Universidade).

Feedback

Posteriormente à instalação do Ponto Iluminado, a equipe entrou em contato com o II Batalhão de Polícia Militar da cidade de Guaratinguetá para conferir resultados. Houve uma confirmação da melhoria da segurança da região – incluindo pela facilitação de visibilidade das próprias viaturas durante a ronda. Outras vieram da equipe de segurança da Universidade e de pesquisa realizada com transeuntes (sendo 100 entrevistados) que passavam pelo local do ponto, tendo 85% alegado o melhoramento.

Reconhecimento

Ponto Iluminado no Jornal Vanguarda

O projeto Ponto Iluminado foi amplamente comentado na mídia, como no Jornal Unesp, Jornal Vanguarda, Guará notícias, rádio Aparecida, entre outros. A lista completa se encontra aqui.
Houve também repercussão internacional. O Ponto Iluminado foi apresentado em uma conferência nos Estados Unidos, o IEEE Global Humanitarian Technology (GHTC) que aconteceu em Seattle, em 2016. O congresso é um dos maiores relacionados à tecnologia voltada para a humanidade, e nele o Ponto Iluminado foi considerado um dos 15 melhores projetos do mundo na categoria Energia.

Feg Sustentável: uma questão também econômica

A nova etapa da equipe já objetiva uma geração energética para suprir a iluminação externa da Universidade. Consiste na instalação de um sistema de geração por painéis fotovoltaicos. Além da questão da sustentabilidade envolvida na utilizaçãode energia solar, pode-se apontar o projeto mesmo como um investimento financeiro.
Segundo levantamento de gastos do campus, os realizados com a energia e água correspondem a cerca de 30% do orçamento total. A nova implementação representaria então uma significativa redução promovida pelo uso dos paineis fotovoltaicos. Após a adaptação do novo sistema de geração de energia, a estimativa é de que em 2 anos já haja o retorno do valor investido.

Todos podem colaborar!

Ao serem perguntados sobre a maior dificuldade enfrentada pela equipe para a implementação de ambos os projetos, a resposta unânime foi o financiamento. Inclusive, sobre o Ponto Iluminado, Thiago afirma que o tempo de elaboração de projeto levou cerca de 2 a 3 meses, enquanto a busca por patrocínio já correspondeu a 1 ano. Lucas confirmou a informação, alegando que após o recebimento dos recursos necessários, a elaboração em si do projeto foi bem rápida (levando cerca de 3 meses apenas).

Para a próxima etapa, o quadro de empecilhos financeiros se repete. Partiu então da equipe a ideia de realizar um financiamento coletivo para a implementação dos painéis fotovoltaicos no campus. Pode ser conferido nesse link e toda contribuição é bem-vinda!

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