Corrupção pública, antes de muito: uma questão moral

Corrupção pública, antes de muito: uma questão moral

Quem não conhece os danos provenientes da corrupção? A arrecadação de impostos visa basicamente a manutenção do nosso Estado. E em suma, deve atender às demandas básicas da população.
Entre dia 01 de Janeiro de 2018 e 11 de Fevereiro desse mesmo ano corrente, já foram arrecadados mais de 308 bilhões de reais. E levanta a nossa fatídica e cotidiana pergunta: para onde vai tanto dinheiro? Em 2017 foi registrado que o tempo em média para o brasileiro pagar os seus impostos em um ano era de 153 dias. Que tipo de vida seria de direito dos brasileiros julgando uma meritocracia por tempo de trabalho? Um tanto diferente do que temos atualmente, não? E de sobressalto: o que leva aos nossos políticos a tanta negligência com a população?

O responsável direto pela corrupção pública é o próprio corrupto. É importante não esquecermos isso. Por mais que um sistema mais aberto a lacunas seja um ambiente vulnerável para os desvios financeiros, não nos esqueçamos que o apropriador escolheu por ele mesmo. Ele quem decidiu que as suas vontades, por mais supérfluas que sejam, estavam acima das necessidades do povo. Sabia que era ilegal, tinha consciência de que isso era prejudicial e ainda assim prosseguiu com um plano mesquinho. Lembremos, por exemplo, do famoso Escândalo dos sanguessugas, também conhecido como máfia das ambulâncias. Mais de 60 municípios tiveram suas ambulâncias superfaturadas. Um esquema fraudulento que afetou no mínimo a área de Saúde. Quantas vidas podem ter se perdido ou curas impedidas pela ganância de poucos? Continuamos com seres imaturos, carregados de egoísmo e egocentrismo e com empatia seriamente lesada no poder.

O que pode ser feito?

A corrupção ainda é visceral no sistema político brasileiro. São muitos os passos necessários para se estabelecer uma sociedade cada vez mais livre dela. Mas é possível. Como cidadãos, podemos nós mesmos exercer maior participação política consciente.

Contribuamos todos para um país mais justo.

Devemos sair dos ringues que nos impuseram de povo contra povo e compreendermos o quanto podemos ser nós por nós. Escolhamos com responsabilidade e sabedoria os nossos representantes, buscando seu histórico e analisando suas propostas (lembremos de refletir se são elas realistas, prometer por marketing é fácil). Deixemos de lado qualquer tipo de fanatismo em relação a políticos, lembremos que, afinal, são apenas servidores públicos.
Também nos unamos e valorizemos projetos elaborados pela população que realmente visam o nosso desenvolvimento. Conheçamos e divulguemos os trabalhos que aumentam a fiscalização e dificultam as ações mal intencionadas com o dinheiro que é nosso. Estimulemos nosso conhecimento e debates edificantes, incentivemos as práticas de formação profissional e educacional, usemos nosso tempo todos os dias para criar ambientes mais saudáveis para nossas práticas políticas. Não precisamos assumir a culpa pelos corruptos para construir um país com menos corrupção.

 

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