Brasil tem cinco internações de Giullian-Barré por dia

Com as inúmeras notícias acerca da zika, chikungunya e a dengue, muitas pessoas ficaram atormentadas e preocupadas com a presença do mosquito transmissor das doenças, o Aedes Aegypti. A caça ao mosquito por toda a população, ou quase toda, também acompanha a presença do exército e muitos funcionários promotores da saúde. Além dessas doenças muito veiculadas por toda a mídia, outra enfermidade assombra o Brasil em 2016: a Síndrome de Giullian-Barré.

barréA síndrome caracteriza-se como um ataque próprio do organismo, ou seja, do seu sistema imunológico, contra o sistema nervoso periférico, numa reação contra bactérias ou vírus, na qual acaba por afetar os nervos espinais, que realizam a ligação entre a medula espinal e os músculos do corpo. Quando há esse ataque, pode ocorrer uma paralisia total dos músculos de membros inferiores e superiores (plegia) ou então a paralisia de músculos vitais para a vida, como os músculos respiratórios, ou, ainda, infecção sanguínea e parada cardiorrespiratória. O tratamento não leva à cura, mas somente é eficiente na questão de minimizar os sintomas.

sindromeNo Brasil, a quantidade de internações causas pela síndrome de Giullian-Barré atingiu cerca de 1870 por dia em 2015, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2014, esse número foi aproximadamente de 1300 internações, o que ocasiona um aumento de cerca de 30% no número de vítimas da síndrome. Até novembro do ano passado, os estados do Nordeste foram os mais afetados com o aumento da doença. Alagoas teve um aumento do número de casos de mais de 500%, a Bahia teve aumento de quase 200%, seguida de Rio Grande do Norte e Piauí, com cerca de 108% de aumento nos casos. Entretanto, outros estados também registraram aumentos nos casos da síndrome, como Rio de Janeiro e Espírito Santo, com aumentos de cerca de 60%, segundo dados da OMS, a Organização Mundial da Saúde.

zika e barréBaseando-se nesses dados e na correlação existente nos aumentos no caso de Zika, pode-se haver uma correlação entre as duas doenças. O aumento ao mesmo tempo do número de casos de Giullian-Barré e Zika já foi visto entre 2013 e 2014 na Polinésia Francesa, em um surto da zika. Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAN), há uma correlação mais forte entre essas duas ultimas doenças do que entre a microcefalia e a zika, presente muito mais fortemente no Brasil. O estudo entre a microcefalia e a zika pode ficar mais evidente a partir de estudos mais concretos já em 2016 e, quem sabe, já no primeiro semestre deste ano.

sindrome barreÉ importante verificar a correlação entre Giullian-Barré para se estabelecer algo mais concreto sobre as doenças e para as pessoas terem consciência do quão perigosa é essa doença, a qual muitos desconhecem, assim como desconheciam a zika, a chikungunya e até a microcefalia e só souberam do que se tratava após a maciça divulgação na mídia ou somente quando tiveram a doença. A prevenção é sempre o melhor remédio e tomar as devidas precauções contra o mosquito Aedes é a melhor escolha, além de ser uma preocupação de todos, visando o bem-estar de todos e a rápida passagem de todas as doenças pelo país, seja Giullian-Barré, zika ou semelhante.

 

 

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