As fortes chuvas e o despreparo da cidade olímpica

Uma situação recorrente nos meses iniciais do ano e em períodos de chuvas mais intensas são os alagamentos no Rio de Janeiro. Um problema que cada ano traz mais tragédias e mortes, mas que não é tomada nenhuma providência imediata. Esse despreparo da cidade que sediará as Olimpíadas não começou hoje, em anos anteriores presenciamos várias tragédias na região serrana do Rio, além dos grandes alagamentos na capital, muitos deles ocasionando mortes de pessoas.andre-baezadmin

Problemas como esses, mostram que a cidade não despreparada não só para sediar um evento de grande porte como esse, mas também despreparada para oferecer uma vida de qualidade para sua população, que regularmente é submetida a chegar três, quatro, cinco horas mais tarde em casa após um dia longo e estressante de trabalho, seja porque a rua está submersa, ou houve deslizamentos.

Vemos muita preocupação com a entrega das obras para as Olimpíadas, com ou sem qualidade, sejam elas no entorno dos palcos esportivos ou de mobilidade urbana. Porém, não adianta inovar e construir novas possibilidades de transportes, se os mesmos muitas vezes ficam paralisados em um trânsito caótico ou impossibilitados de passar por conta de um alagamento. É preciso criar, mas criar com qualidade. Inovar, mas pensar nas possibilidades dessa inovação funcionar, e funcionar com qualidade.

Parece um problema enfrentado em países de terceiro mundo, mas é uma realidade infeliz da população brasileiro de um modo geral. Não só no Rio de Janeiro, mas em São Paulo e outros estados todos os anos se enfrenta o mesmo problema. Cidades com obras inacabadas, ruas desniveladas, são alguns dos fatores que contribuem para esse alagamentos frequentes.

Outra recorrência são às explicações das prefeituras para tais fatos, todas justificam que estão investindo em mais estrutura para às cidades, que muitas vezes em períodos de obras acabam alagando. Mas, a grande maioria dos alagamentos e deslizamentos que presenciamos é exatamente pelo oposto, pela falta de investimento, de obras. Se fosse pensado nessas possibilidades antes mesmo de começarem as obras, muitas tragédias seriam evitadas. Porém, ano após ano, é a mesma situação. Chegado o período de chuva, os brasileiros temem uma nova tragédia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *