Alagamentos frequentes pelas ruas do Rio

Cada vez que a chuva chega com mais intensidade, os moradores do Rio já entram em estado de atenção. Isso devido aos recorrentes alagamentos nas ruas da cidade, causando na maioria das vezes muitos estragos nas casas e muitas vezes até deixando pessoas desaparecidas.30_PHG_RIO_chuva-brasil

Além de ruas, os alagamentos também se estendem aos serviços públicos como hospitais, locais que deveriam se ter uma higiene exemplar, mas que convivem com os recorrentes alagamentos colocando a saúde da população em risco. Um último e recente caso de alagamento de unidades de saúdes foi no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, a Ala Amarela da Emergência foi alagada. A justificativa da direção do hospital foi que o rio que passa ao lado da unidade transbordou, alagando todas as ruas do entorno e, por isso, alguns ralos no andar térreo apresentaram retorno de água e houve pontos de infiltração na Sala Amarela da Emergência.

Se o entorno de muitas unidades de saúdes, seja clínicas da famílias, UPA’s ou hospitais estão comprometidos, deve-se investir nisso. Os rios próximos receberam o tratamento necessário, ou a mudança de localidade sem interferir no tratamento dos pacientes e na localidade. O fato é, construir uma unidade de saúde para “fingir” um tratamento de qualidade, mas se houver uma chuva mais acentuada ocorre alagamentos não ajuda a população.

No último alagamento, a ala de emergência do hospital carioca foi afetada, exatamente uma das áreas mais críticas e importantes das áreas de saúde. Fora o transtorno e perigo da transferência dos pacientes, muitos deles talvez com a saúde comprometida. O investimento não deve ser apenas no fato de construir um local, mas de conservá-lo garantindo a saúde e segurança dos pacientes. Até porque, estar em um hospital já é sinal de desespero para a maior parte das pessoas, em uma situação deplorável como vemos nos hospitais brasileiros torna isso cada vez pior.

O que deixa cada vez mais os profissionais desses locais desesperançosos é que os investimentos na cidade cada vez estão sendo mais extintos, principalmente na saúde. A justificativa do corte de gastos impede tratamentos até mais primordiais como da dengue, que dirá pensar em obras nos entornos dos hospitais. O futuro tem se tornado o maior medo das pessoas que convivem nesses recintos completamente despreparados.

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